Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Redação Campanha Política

Isso não é um Anúncio de Refrigerante. Eu falo para Meninos e Meninas, para Pais e Filhos, em nome dos Índios e dessa Gente Humilde, pois O Mundo Anda Tão Complicado que nos sentimos Perdidos No Espaço. Todos estão cansados de receber sempre Mais Do Mesmo, de ver seus sonhos se quebrar em Mil Pedaços. Há Tempos estamos vivendo um Faroeste Caboclo. Mas para aqueles que estiveram Esperando Por Mim eu digo: eu sou o Petróleo do Futuro, o Metal Contra as Nuvens e Eu Sei que Quando O Sol Bater Na Janela Do Teu Quarto atingiremos a Perfeição. Contem comigo, vou lhes mostrar Que País é Este e que juntos somos capazes de enfrentar A Tempestade.

“Com o seu voto o Brasil será uma invencível Legião Urbana!”

Vote Renato Russo para Presidente
Número 29

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

diz oi pros amigos da mamãe, guri!


O Yann acostumou com a voz dos meus amigos. Durante a gravidez estávamos sempre juntos conversando, rindo e falando merda. Agora, que o Yann já está com 15 dias, eles continuam aqui conversando, rindo e falando merda... E o pequeno nem se mexe, dorme como um anjinho. Até ri das piadas sem graça do Louis!
Mas a gente sabe que daqui uns 15 anos ele vai chegar em casa das baladinhas e dar de cara com esse bando de inúteis, que já estarão caquéticos jogando canastra, com a voz rouca de tanto cigarro, bebendo vinho barato e contanto as mesmas velhas histórias.
Ele vai chegar em casa ver essa cena e dizer: Porra mãe, de novo esses teus amigos aqui? Não dá nem pra trazer uma mina pra casa...
A resposta virá rápida e rasteira: Eu troquei tuas fraldas, menino mal agradecido! Não vai apresentar os colegas pra gente, não?!

EU QUE FIZ :D

Exatamente 37 semanas após o coito interrompido mal-sucedido, 5 horas da madrugada acordo com a sensação de que tem algo dentro de mim querendo escapar. Rolo na cama, vou ao banheiro, deito de lado com almofadas apoiando todos os membros, sento e finalmente acontece: o líquido rosado quente e com cheiro doce começa a sair de mim sem controle. Mãããããããeeeeee estourou a bolsa!!!!!

Hospital, 4 dedos de dilatação, contrações fracas. Lá vou eu, serelepe descendo o corredor de cadeira de rodas, papeando com a enfermeira até o quarto de pré-parto. Eu não imaginava nem 10% da dor que eu iria sentir naquele quarto. Não via hora de amanhecer pra ligar pro pai e dizer: teu filho vai nascer hoje! Não via hora de pegar ele no colo e encher de beijinhos. Mal sabia eu que iria passar 13 horas naquele quarto em desespero...

O médico disse que estava tudo caminhando bem, que a natureza estava agindo... meu parto normal começaria antes das 17 horas. As dores aumentavam loucamente e as enfermeiras tinham a audácia de dizer: “tão fracas as tuas contrações, mãezinha!”. Odeio quando chamam de “mãezinha”, é com o mesmo tom que elas me chamavam de “abençoadinha” pra xingar quando eu trabalhava no hospital.

Eu descobri da pior forma o que é ser uma mãe de primeira viagem, que resolveu ter parto normal com o médico plantonista do SUS. Eu podia ter tentado pagar o meu querido e amado médico pra ter cesárea particular, mas já havia gastado demais em consultas, exames, roupas, móveis, fraldas, pomadas pra bunda...

E aquele maldito médico vendo meu sofrimento resolveu acelerar o processo de parto com hormônios. Pra que eu suportasse as terríveis dores ele tentou me dar anestesia peridural, em vão... eu não conseguia parar de me mexer, as contrações eram muito fortes. E aquele horripilante “nhéc nhéc nhéc” na minha coluna quando ele colocava a agulha entre as vértebras me borrava toda! O otário do médico desistiu de mim, me xingou e disse que merecia sofrer já que não conseguia colaborar.

DESESPERO TOTAL! Meu deus, achei que ia morrer de tanta dor. Como explicar? A dor é tão intensa que me tirou do mundo. A dor me chapou. Era uma viagem de dor. Eu lembro de flashs da dor, lembro de ter rasgado o lençol com a boca. Lembro de ter falado muitos palavrões e muitos “ai meu Deus”, que na hora não tinham a menos graça.

Às 17 horas, estava eu na sala de parto. Pronta pra fazer força. E as enfermeiras duronas diziam: mãezinha tem que fazer a maior força que você conseguir, se não o teu filho não nasce! E eu só queria que me matassem. Que me matassem e depois tirassem o Yann, porque não dava pra entender como ele ia passar por aquele buraco tão pequeno. A enfermeira dizia: se der vontade de cagar, faz força pra cagar. Se você cagar não tem problema, isso é normal. Descobri o lado “desglam” do parto que as novelas não mostram.

Uma, duas, três, dez tentativas e a cabecinha tava aparecendo. Eu já não conseguia mais nem respirar. Um filme passava na minha cabeça, desde aquela noite ao som de Pink Floyd, passando pelo exame de farmácia, contar pros meus pais, blá blá blá... Na última e fatal tentativa senti aquilo tudo passando pelo buraco pequeno. E não foi bom pra sair como foi pra entrar. Mas como diz minha cunhada: pelo menos pra sair quando acabou você viu uma coisa bonitinha! (Risos).

A primeira parte do corpinho que eu vi foi o pinto do indecente! Depois vi o rosto e pensei: pari um clone! Ele era branquelo, melecado e lindo! Ele não estava tão bem quanto o esperado, não chorou. Ele gemia triste. É engraçado, tive 9 meses pra imaginar todas as possibilidades, e nunca me passou pela cabeça ter um parto complicado. E nunca me passou pela cabeça que ele fosse nascer e ser levado às pressas pra UTI.

O vazio que fica quando você é mãe e está sozinha no quarto, sabendo que seu filhote tão esperado está na UTI não tem explicação. Graças a Deus essa agonia não demorou muitas horas. À meia noite o trouxeram pro quarto, na incubadora. Eu chorei ao ver meu pequeno sozinho, indefeso, morrendo de medo dentro daquela coisa. E eu não podia abraçá-lo nem beijá-lo. Só pude dar meu dedo pra ele segurar, e por uma janelinha cantar e conversar com ele, como eu fazia quando ele estava na barriga. Passamos a noite nos conhecendo dessa forma. Até que ao amanhecer a médica da UTI disse que se ele mamasse podia sair da incubadora. E na segunda ou terceira tentativa o Yann que não é burro sugou o peito vorazmente. Estávamos livres. Finalmente eu me sentia uma mãe de verdade. Senti orgulho de mim. Fiquei me achando, continuo me achando, afinal: Ele é lindo, tudo de bom e FUI EU QUE FIZ!

não importa quem diabos é seu pai

Qualquer um pode ser seu pai, o importante é: quem é sua mãe.
A verdadeira responsável pela vida é ela. Tudo bem, o pai ajudou a fazer. Mas se não fosse o cuidado e o amor dela, desde o primeiro momento, você não existiria.
Qualquer diabo pode ser pai, eles podem simplesmente ter um orgasmo e sumir do mapa. Mãe não, ela só é mãe porque cuida durante meses e meses. Ela opta, muitas vezes contra a vontade de todos, em dar a vida a esse bebê. Então acorda com enjôos horríveis, enquanto o pai pode nem se importar. Passa noites com dores e insônia, enquanto o pai dorme, ou dorme com outras. Enfrenta os dias que passam e o corpo que muda, enquanto o pai pode desaparecer no mundo. Depois enfrenta as dores mais terríveis e que nenhum homem suportaria, passa muitos meses alimentando outro ser com seu próprio corpo, com seu leite. Incontáveis noites acordada velando o sono de um anjinho chorão, trocando fraldas, ensinando a falar, ensinando a viver...
Não importa quem diabos é seu pai, o importante é que sua mãe é uma guerreira!
Os homens não sabem como é gerar uma vida dentro de si, e não sabem fazer acontecer uma vida, por isso pra eles é tão mais fácil destruí-la. É mais fácil declarar uma guerra, é mais fácil matar, violentar, magoar, abandonar... Eles já recebem tudo pronto. Recebem um filho com cabelos, unhas, nariz... tudo no lugar, enquanto as mulheres constroem isso dentro de sua barriga.
Cada dia que passa eu sinto mais indiferença pelo homens. Preciso ensinar meu filho a ser diferente desses homens que conheço.
E minha mãe ainda sonha que eu case. Pára mãe! Eu sou tão feliz sem precisar estar presa a um homem. Além do mais, um homem já me deu o que eu precisava pra ser uma mulher completa. E não importa quem diabos seja o pai dele, o importante é que eu sou a mãe.

não te compensa


Já sei que, quando se é jovem... bem, você também não é nenhuma criança, essas coisas não tem valor. Você é bonitinho, bem proporcionado, pequeninho mas bonito. Você emagreceu, bem, com todas essas drogas... Mas o importante é que emagreceu, tem talento, meio limitado, mas tem seu talento... e, principalmente uma mulher que te ama, e você troca isso tudo por esta droga. Tu crê que te compensa? Pois não te compensa, não te compensa!

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

alt+0147


E agora tudo o que restou de 6 meses de convivência, não passa de meras anotações.
Alt+qualquercoisaquemelembrevocê... URGENTE! Colado próximo a tela do computador. URGENTE. E era urgente o que eu sentia por você, e agora deve ser adiado.
Eu tenho ainda uma caneta com seu nome, fios de cabelo perdidos pelo teclado, suas digitais por toda parte... seu cheiro ainda aqui.
Todos os seus trabalhos não terminados, o seu lugar. Eu não deixei ninguém tomar. Agora é meu. Doeria demais ver outro cara no teu lugar. Agora é meu.
Até teu desktop vai continuar o mesmo. E a tua bagunça...
Estou tentando salvar você perto de mim.
Crtl+S+FOREVER.

Domingo, 8 de Junho de 2008

Pensar, é um cara malvado.
E é por isso que tanta gente evita Pensar.
Pensar causa efeitos irreparáveis. Pensar te faz sair do lugar, se perder, se desesperar...
Pensar te pega pelos braços, com o nariz encostando no teu, e te sacode até você sentir náuseas. Depois te joga com força na cadeira, e você fica ali com uma cara de desolação, sem chão.
Pensar não te deixa dormir, não te deixa ver TV, nem comer, nem fazer sexo. Pensar é um saco.
Pensar é um cara tão chato, que se você deixa ele ficar com você, mesmo num sábado à noite, ele consegue tirar a graça de qualquer festa. Ele te faz ficar analisando as pessoas e as coisas que elas dizem.
Pensar já me fez parar de beber até cair, me fez parar de falar besteiras da boca pra fora, me fez machucar pessoas com a verdade, me fez chorar por descobrir a verdade.
Se Pensar tivesse cabelo, ele certamente seria ruivo. Porquê ele nunca passa despercebido. Embora muitos evitem Pensar, ele fica correndo atrás das pessoas como um cão esfomeado. Em qualquer esquina você encontra Pensar. Nas escolas, nas ruas, nas farmácias, nas filas, nos bares, nos cemitérios e até nos Inferninhos. Pensar pode estar em qualquer lugar, até na sola do sapato. Por mais que todos encontrem Pensar todos os dias, em todos os lugares, a maior parte das pessoas corre léguas dele.
Porquê, mesmo ele sendo gentil, ele sempre cutuca. Ele sempre frustra. Ele sempre dói. Ele sempre machuca.
O que quase ninguém sabe é que quem suporta Pensar, quem aprende a conviver com ele e o leva como um amigo, será alguém muito melhor. Pensar é pra poucos, pois poucos suportam Pensar, mas depois do sofrimento que ele causa ele sempre dá algo em troca. Algo mais valioso que qualquer Ferrari, algo mais bonito que qualquer bunda, algo mais amável que qualquer Poodle. Pensar sempre te dá ORIGINALIDADE.
E é por culpa da originalidade de idéias, que Pensar proporciona, que o mundo evolui.
eu sou o tipo de pessoa, que quando encontra alguém extremamente parecido com sigo mesmo, logo pensa: essa pessoa deve ser tão chata... daqueles chatos que pensam em tudo, daqueles chatos que complicam tudo, daquele tipo chato de chatos que não aceita as coisas prontas.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Quando eu morrer meu HD vai ser formatado?

Quando eu morrer meu HD vai ser formatado?

Nem direito á um backup vou ter? Não faz sentido passarmos 80 anos salvando arquivos para perder tudo no final. Isso não pode ser assim. É um desperdício tremendo As imagens colecionadas, não em JPG nem em GIF, mas aquelas que não tem formato definido, aquelas que ninguém pode imprimir ou photoshopar. Pra onde elas vão?

O que acontece com as palavras ditas, pensadas, poetizadas, textualizadas? O que acontece com as lembranças que não tem forma, com as sensações intangíveis? Aonde vai parar o cheiro do depósito de bebidas da pizzaria do meu pai? E o calor do toque daquele homem?

Quando eu morrer tudo isso vai se resumir em carne putrefata? Realmente não faz o menos sentido. Posso fazer filmes detalhando minhas experiências, posso escrever livros, posso compor músicas, posso gravar em CD um monólogo contando minha vivência. Mas ninguém conseguirá sentir o que eu senti, ver como eu vi.

Lembranças não são objetos, que se pode arrancar do cérebro e colocar numa caixinha de vidro. Meu arquivo não é somente leitura, é arquivo oculto. É meu, de mais ninguém. Mas é injusto não dividir isso com o mundo. É bobagem não fazer isso acrescentar ao todo.

Se todos os seres que já passaram por aqui tivessem suas vidas expostas, eternizadas de alguma forma, seria tão mais fácil entender o mundo. Seríamos tão mais evoluídos, poderíamos aprender tanto mais. Mas nosso HD parece morrer com a gente.

Imagine um computador com os arquivos mais preciosos guardados, chaves para mistérios que instigam a humanidade, que queima e morre. Pense o quanto se perde com isso. Esse é nosso subconsciente. Um HD precioso, com marcas exatas de acontecimentos acumulados durante anos e anos. Um pote de ouro.

Você pode perder um braço, perder uma perna, perder um rim. Mas suas memórias continuarão no mesmo lugar. Mesmo que seu consciente não saiba, tudo continua como estava, dentro da sua caixa-preta. Ou seja, você pode perder seu corpo, mas jamais vai perder sua memória. Porque a memória não está no corpo, está na alma. E é por isso que não se pode tocar. Não se pode gravar em DVD, nem transportar em pen-drive ou imprimir na laser.

No fim nada se perde, tudo perpetua na alma. E é inútil ter uma alma que morre e perde todas essas informações. A alma vive através dos séculos. E tudo o que se sentiu um dia soma com os novos fatos.

Para que não se enlouqueça foi nos dado o privilégio de ter uma válvula, que separa o novo do velho, o consciente e o entranhado. E que em certos momentos abre um pouco as portas e nos faz sentir uma energia antiga, algo que nos mantém firmes. Algo que chamamos de vida. E não apenas uma vida. Mas a magia que nos faz caminhar, sentir, cheirar, olhar, degustar e lembrar. A nossa placa mãe.

Sexta-feira, 7 de Março de 2008

A COCA COLA, E COLA MESMO

Quando eu tinha nove anos, estava junto com meu pai num congresso na cidade de Seara. Uma cidade no interior de Santa Catarina, que eu nem conhecia, mas lá tinha Coca-Cola. E eu estava sentada numa escada tomando minha Coca-Cola e pensando: será que o gosto da Coca é bom mesmo? Prestei mais atenção no gosto e não achei tão bom assim. Então me questionei: e por que eu gosto tanto de tomar? A resposta mental foi rápida e rasteira: Porque todo mundo gosta!

Eu não entendia de Propaganda, Marketing e Publicidade, mas já tinha entendido o X da questão. O mundo idolatra um produto 99% composto por água com açúcar e muito, muito Marketing.

O tônico revigorante feito a partir de folhas de coca e extrato de cola, vendido nas farmácias, que em 1886 eram anexas às lanchonetes, ganhou o gosto popular por ser símbolo de rebeldia, juventude vida e energia.

O produto já enfrentou vários percalços. Foi acusado de ser uma droga viciante, de fazer mal à saúde... Tanto que no início do século XX passou a evitar mostrar crianças menores de 12 anos em seus anúncios.

A bebida invadiu a vida das pessoas de tal forma que mesmo longe de casa, em um ambiente estranho, é possível sentir-se próximo de um velho amigo ao tomar uma Coca-Cola. Andando nas ruas de qualquer cidade, de qualquer parte do mundo, é possível encontrar algo que lembre a Coca.

Sabor inconfundível, logotipo inconfundível, cor, formato da garrafa entre outros tantos atributos exclusivos fazem do refrigerante o mais invejado. Várias outras marcas tentaram copiar, muitas não tiveram êxito. A que mais se aproximou foi a Pepsi, concorrente direta, já foi personagem de muitas “guerras” por consumidores.

O objetivo da Coca-Cola é ser mais conhecida do que Jesus Cristo, e não está longe de conseguir. Até mesmo países conservadores como China e países do Oriente Médio já estão abrindo seus mercados para o produto.

Há quem ame e há quem odeie. Mas de qualquer forma, a maioria de nós sofreu algum tipo de influência “coca-colidiana”. Seja no Papai-Noel gorducho vestindo vermelho, seja na idéia de que tudo sempre fica melhor com uma Coca bem gelada. Se um guaraná é melhor, se uma bebida de laranja é melhor ou um simples copo de água? Pode ser que sim, mas você sempre vai sentir como se não fizesse parte do mundo se não tomar Coca-Cola, às vezes ou sempre Coca-Cola.

FELICIDADE: 1,99. APROVEITA QUE TÁ BARATO, MINHA SENHORA.

Você pode comprar liberdade, segurança, amor, emprego e conhecimento? Você pode comprar sentimentos e sensações enlatadas? Você pode ser alguém melhor por comprar um tênis, um automóvel ou uma caixa de leite?

A unânime resposta é: não! Mas pense bem, o que os produtos que você compra diariamente prometem a você? Um refrigerante é apenas algo para matar sua sede? Um celular é apenas um meio de comunicação? Então, por que você prefere, vamos supor, Coca-cola à Pepsi ou Nokia à Motorola? O que você leva pra casa quando compra um aparelho super-moderno? Você leva apenas o aparelho, ou você leva também o conceito que ele engloba?

No filme, 1,99 um supermercado que vende palavras, existe consumidores circulando viciosamente entre prateleiras brancas, com caixas brancas e vazias que não possuem marcas, mas apenas slogans. As pessoas não comprar o produto propriamente dito, elas compram o que o produto promete a elas. Compram o status que o produto pode proporcionar.

Em um outro ambiente, fora da padronização clara, limpa e sofisticada do supermercado há um nicho de indivíduos com personalidade própria. Que são excluídos. Eles não fazem parte da sociedade do consumo. São rejeitados, e só são admitidos pra trabalhar no supermercado. É a massa que não tem acesso aos produtos.

Praticamente não existe diálogo. A paupérrima comunicação ocorre apenas através de veículos virtuais, como o celular. As pessoas caminham de um lado pro outro como autistas, não percebem os problemas ou qualidades das outras pessoas. Não estão interessadas nos outros, somente em comprar, comprar e comprar mais. Comprar coisas sem a menos utilidade, comprar porque a embalagem diz pra elas comprarem. Acreditam que determinado produto é único, e assim que o retiram da prateleira ele é substituído por um idêntico.

Quanto mais se consome, mais se quer consumir. A Publicidade pode criar uma necessidade por fetiche. As pessoas só conseguem se auto-afirmar como indivíduos se elas fizerem parte da sociedade de consumidores. Consumidores passivos, que apenas absorvem a enxurrada de propaganda imposta pela Mídia. Estão sempre correndo atrás das novas tecnologias, das coisas que possam facilitar a vida. Querem cada vez mais satisfazer necessidades que elas nem tinham, só porque o “grande grupo” diz que elas precisam disso para ser pessoas melhores.

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

the show must go on

Sábado, 12 de Janeiro de 2008

oii

alo vose
;B

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Caio Fernando Abreu, na minha noite chuvosa...

ALÉM DO PONTO
Para Lívio Amaral

Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chuva, uma garrafa de conhaque na mão e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse o táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhado da chuva, porque aí beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e fumaríamos, beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas das mãos e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pêlos, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d’água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era. Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcado naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividido querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto. Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o conhaque todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria, começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de conhaque, como um bêbado, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, escondendo o caco do dente, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta. Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorrir mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu, mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora. E bati, e bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, idéias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque no meu corpo sujo gasto exausto batendo feito louco naquela porta que não abria, era tudo um engano, eu continuava batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo nesta porta que não abre nunca.

P.S.
Ao postar esse texto no blog, ouvi alguém bater palmas lá fora... Era meu namorado, de baixo daquela chuvarada toda, que havia vindo me ver! O abracei o mais forte que pude, e aquele momento foi perfeito.

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Torben... um velho planeta!

[02:05:52] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEcomece intaum LIFE IS A SHIT
[02:07:51] os habitantes mais antigo do planeta torben contam a historia de um gnomo chamado bliztrik q era mais omenos assim...
[02:10:16] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEele usava meias litradas e tibha cabelo laranja cm pontos rosa... ele smpre carregava uma bolsa xadrez contendo... LIFE IS A SHIT
[02:15:07] uma bigorna bionica, um frango de borracha, um bonsai de cerejera e muitas substancias ilicitas que seriam proibidas em saturno mas legais em torbem, alem disso ele usava...
[02:19:00] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEuma frigideira amarrada no pescoço, e um pente atraz da orelha... no cabo da frigideira ele escondia o po de mico q casulmente el usava para... LIFE IS A SHIT
[02:21:18] caçar os pequenos insetos mutantes das terras baixas crovikanas nas planicies de turnac...
[02:24:39] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEos insetos eram usados cmo ativadores de memoria, qndo fervidos juntamente com laminas de barbear... o gnomo utilizava essa poçao sempre q precisava... LIFE IS A SHIT
[02:28:37] para curar a terivel hemorroida azul. Mas o gnomo bliztrik tinha um companheiro de aventuras, o duende striknic do planeta parnac fomoso em torben por..
[02:33:29] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEter tirado o cabaço da filha do imperador novonhoskès Sacura Matti... uma menina desdentada e cm espinha na bunda, mas q conquistou o duende por seu delicioso alito de sardinha cm alho... LIFE IS A SHIT
[02:37:42] o duende stricnic usava uma mascara de casca de sinamão e um machado de guerra e usava..
[02:41:07] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEsua guitarra ultra-sonica q era capaz exterminar 300mil Carpings por segundo... mas eh claro dependendo do numero bacterias linfaticas existentes no nucleo central da antena de cada Carping... ja que estes possuem... LIFE IS A SHIT
[02:47:35] enzimas linfonéticas contendo milhoes de antifogos albinos, capazes de se multiplicarem a uma velocidade de 32mil tinics por segundo e ameaçarem a existencia das baratas gigantes tronianas, guardias do planeta torben e responsaveis pelo equilibrio da atmosfera esomesoszerma q tem a funçao de captar as ondas telepaticas ...
[02:54:12] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEondas telepaticas prejudiciais que vinham de uma longinqua aldeia no fim do fundo da americad o sul... ondas essas emitidas por um ser alucenogeno, lilas, q comia ovo frito com sorvete e suco de beterraba cm quiabo, oq concentra em seu intestino um gas toxico q quando expelido... LIFE IS A SHIT
[03:02:58] afetavam a saude mental dos abitantes de torben fazendo-os ter alucinaçoes com seres transgenicos das profundezas do imponente cogumelo nifis no coraçao da montanha de dubag. Para combater esse mau a unica esperança das baratas gigantes tronianas era o duende strinic e o gnomo bliztrik q estavam a caminho do templo da chulapa para se encontrarem com as baratas para combaterem o mau. no templo eles chegaram a conclusao q...
[03:04:07] <__nine_cobain_lady_sade__> I'M SADEessa historia deve acabar pois a Nine esta caindo d sono... LIFE IS A SHIT

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
























O nome dela é:
Miss Lexotan 6mg Garota
O nome dela é:
Miss Lexotan 6mg Garota

Ela não consegue relaxar
ela não consegue nem ao menos dormir
ela é tensa só porque seu amor não vive
em São Paulo nem Porto Alegre, em lugar nenhum

Ela tem andado meio frígida
tem se preocupado com as coisas do coração
ela teme intensamente que jamais
conheça um carinha que vai comê-la estando apaixonado

O nome dela é:
Miss Lexotan 6mg Garota
Lembrei o nome:
Miss Lexotan 6mg Garota

Ela era atriz no underground
hoje ela posa de modelo fotográfico
é frequentadora assídua do templo Hare Krishna
mas mesmo assim ela não fica leve

E quando o sol finalmente raiar e ela então ferrar
E quando o sol finalmente raiar e ela desmaiar
Tudo ficará positivamente mórbido...

O nome dela é:
ta ta ta ta ta Miss Lexotan
ta ta ta ta ta Miss Lexotan Garota

Ela era atriz no underground
hoje ela posa de modelo fotográfico
é frequentadora assídua do templo Hare Krishna
mas mesmo assim ela não fica leve
mas mesmo assim ela não fica leve
Miss Lexotan 6 miligramas.

Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Rape me


Era 4:30 da madrugada quando eu voltava de uma festa, o carinha que me deu carona, me deixou uma quadra pra baixo de casa. Eu atravessei a BR, olhando pros lados, com a respiração efegante. Senti aquele medo pálido das madrugadas frias, de estar sozinha no escuro, em lugar perigoso. Foi então que avistei dobrando a esquina uma viatura da polícia. E com um suspiro de alívio pensei: estou mais segura.
Mas essa idéia de segurança durou pouco. Durou até o momento em que eu passei ao lado da viatura e um dos sujeito me disse com voz maliciosa e suja: ' quer fazer um programa gatinha? '. Eu estremeci... Mas continuei meu caminho como se não tivesse visto e nem ouvido nada. Eles fizeram a volta e começaram a me perseguir, falando coisas sujas demais para estarem nesse blog. Eu comecei a correr, sem dizer uma palavra, sem olhar pro lado... Corri até chegar em casa, trancar o portão e me esconder em baixo das cobertas, dentro do meu quarto, um lugar que ainda pode-se dizer seguro.
Então, eu comecei a pensar: Aqueles que deviam zelar pela minha segurança as 4:30 da madrugada, ou seja lá que hora for, são exatamente aqueles que me deixaram em pânico. E eu não podia fazer nada! Se chingasse eles me prenderiam por desacato. Se chegasse em casa e ligasse pra delegacia, bem seria como denunciar a laranja pra laranjeira, inútil!
Continuo calada, com medo de voltar pra casa à noite. Precisamos nós estar em prisões, pois os criminosos estão nas ruas. Assassinos armados e uniformizados!

Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

another way, baby


é assim cor-de-rosa o caminho do amor...
(y)

Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

yeah, they really want you


I am doll eyes
doll mouth, doll legs
i am doll arms, big veins
dog bait
yeah, they really want you
they really want you, they really do
yeah, they really want you
they really want you, and i do too
i want to be the girl with the most cake
i love it so much it just turns to hate
i fake it so real, i am beyond fake
and someday, you will ache like i ache
someday, you will ache like i ache
i am doll parts
bad skin, doll heart
it's stands for knife
for the rest of my life
yeah, they really want you
they really want you, they really do
yeah, they really want you
they really want you, and i do too
i want to be the girl with the most cake
he only loves those things because he loves
to see them break
i fake it so real i am beyond fake
and someday, you will ache like i ache
someday, you will ache like i ache
someday, you will ache like i ache
someday, you will ache like i ache
someday, you will ache like i ache

Courtney Love

Hole
The End.

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

sou eu

Bem, esta sou eu! Clara e limpa, esta sou eu! Nem culpa nem medo, sem ressentimentos e sem temores... Meu olhar agora é alvo, meu sentimentos verdadeiros! Não sou nem nunca vou ser um exemplo de bom caminho, mas eu sigo o meu. Do jeito que o mundo me deu, com as coisas que conquistei. Esta agora sou eu, transparente e honesta. Não quero jamais me mascarar.